''O cinema move-se agora no campo da arte contemporânea […] e a questão que ele passou a suscitar é a seguinte: podemos expor o cinema como se expõe uma imagem, no espaço iluminado de uma sala de museu, diante dos visitantes que passam?'' 
(Philippe Dubois, 2004)

Sumário 
- A noção de perspectiva cinematográfica
- A invenção do cinemascope
- ''A Punt de Fuga'' de Albert Alcoz : noção de escala e de perspectiva do espectador cinematográfico e do espectador urbano
- Imagem e movimento : o movimento como elemento chave da arte contemporânea e sua influência na redefinição do conceito de espectador
- Experiências pioneiras no cinema expandido : os múltiplos ecrãs simultâneos de Abel Gance em Napoleon
- Experiência cinematográfica expandida : dos cinemas drive-in ao 3D 
- Do cinema expandido ao conceito de anti-cinema de Ernesto de Sousa e Marcel Broodthaers
- Do cinema ao video : Andy Warhol / Nam June Paik e a camera Sony Portapark
- Raymond Bellour e o cinema como instalação


Visionamentos : 
- A Punt de Fuga (Albert Alcoz, 2014)
- Outer and Inner Space (Andy Warhol, 1965)
- Napoleon (Abel Gance, 1927)

MÓDULO #10 / Do filme ao vídeo - Experiências expandidas

segunda-feira, 2 de março de 2015


We're talking about whole new forms of subjectivity here. We're talking seriously mutated worlds that never existed on this planet before. And it's not just ideas. It's new flesh.
Donna  Haraway

Sumário :
- Cinema clássico americano - o conceito de ''monólogo interior'' em Joseph Von Sternerg
- Auto-representação do feminino - A literatura monologar de Virginia Woolf, Emily Dickinson
- O nú activo contra a passividade da representação clássica da pintura: a fotografia como auto-representação feminina (Germaine Krull, Francesca Woodman, Ana Mendieta)
- Marguerite Duras, cinema e literatura : India Song / Son Nom de Venise 
- Auto-representação em ''Wanda'' de Barbara Loden
- Classificações sexuais e o cinema de ficção científica - o cyborg como o novo género, o neutro

Visionamentos : 
- ''Blonde Venus'', Joseph Von Sternberg, 1932
- ''India Song'', Marguerite Duras, 1975
- ''Son Nom de Venise'', Marguerite Duras, 1976
- ''Wanda'', Barbara Loden, 1970

Bibliografia : 
MULVEY, LAURA. “Visual Pleasure and Narrative Cinema”, 1975. 
HARAWAY, DONNA, ''A Cyborg Manifesto'', 1985

MÓDULO #9 / Cinema e Feminismo, o papel da auto-representação

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015



Sumário : 
- Em que modos é que as imagens em movimento influenciaram a nossa percepção das imagens estáticas ?
- Barthes e a ''morte'' na fotografia : o ''ser que já se foi''
Blow-up de Michelangelo Antonioni, ensaio sobre o nascimento do espectador
- Fotografia, arte de fantasmas : o hábito victoriano da fotografia post-mortem
- De I walked with a zombie de Tourneur a Les yeux sans visage de Georges Franju, a Casa de Lava de Pedro Costa
- O teor social da street-photography de Robert Frank e Walker Evans no pós-crash de 1929
- De Jacob Riis a Charlie Chaplin : miséria feita clown, um projecto crítico de auto-ironia
- O ''cinema'' do retrato : os Cinematóns de Gérard Courant e os 20 Cigarros de James Benning
- Cineastas fotógrafos : Chris Marker, Agnès Varda e Lionel Rogosin

Visionamentos de :
- ''Blow up'', Antonioni, 1966
- ''On the Bowery'', Lionel Rogosin, 1956
- ''Modern Times'', Chaplin, 1936
- ''I walked with a zombie'', Jacques Tourneur, 1943
- ''A Casa de Lava'', Pedro Costa, 1995
- ''Les Yeux Sans Visage'', Franju, 1960
- ''20 Cigarettes'', James Benning, 2011

MÓDULO #8 / Cinema e Realismo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015



Sumário: 
- De um princípio de não-verosimilhança a uma modificação activa da realidade através do experimentalismo e da intervenção
- O conceito de ''Caméra-Stylo'' de Astruc e o de ''Caméra-Coeur'' de Garrel - o cinema como uma linguagem de expressão pessoal / autoral
- Política dos autores (Truffaut) e os realizadores saídos da cinefilia crítica dos Cahiers du Cinéma
- Breve contextualização da Nouvelle Vague e da geração Maio de 68 
- O movimento letrista e o cinema-manifesto de Isidore Isou
- O Situacionismo e a influência de Guy Debord no cinema militante / experimental francês
- Do cinema directo do Jean Rouch ao cinema militante de rua : as câmaras nas mãos de Philippe Garrel e Pierre Clémenti 

Visionamentos de :
- ''The Revolution is only a beginning, let's continue fighting'', Pierre Clementi, 1968
- ''Actua 1'', Philippe Garrel, 1968
- ''Le Vent d'est'', Grupo Dziga Vertov, Godard + Gorin, 1969
- ''Traité de Bave et d'Eternité'', Isidore Isou, 1959
- ''Societé du Spectacle'', Guy Debord, 1973

MÓDULO #7 / Maio de 68 : pontos de vista sobre uma realidade urgente

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015







Sumário: 

- Cinema e a plasticidade do tempo : a durée
- Febre da velocidade : Sinfonia Urbana como desejo de progresso e industrialização (Ruttmann e Vertov) 
- Os Ballets Russes como movimentos de vanguarda, e as coreografias ''totais'' de Fokine, Nijinsky, Massine, Nijinska, Lifar e Balanchine
- A bio-mecânica de Meyerhold : o corpo-ferramenta
- Dos corpos geométricos de Oskar Schlemmer a Metropolis de Fritz Lang
- O futurismo italiano e o culto da máquina : o homem novo do manifesto de Marinetti
- Dziga Vertov e o ''O Homem da câmara de filmar'' - a câmara-prótese


Visionamentos de :

-  ''Berlin: Die Sinfonie der Grosstadt'', Walter Ruttmann, 1927 
- ''O Homem da câmara de filmar'' , Dziga Vertov, 1929
- ''Metropolis'', Fritz Lang, 1927
- ''Aelita Queen of Mars'', Protazanov, 1924

MÓDULO #6 / Novo Ritmo, Novo Homem (Futurismos Europeus)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014





''O sentido do cinema deve ser imanente à obra fílmica''
João Mário Grilo


“of all the arts, for us the cinema is the most important” 
Lenin

''Para vocês, o cinema é um espectáculo. Para mim, é quase um meio de compreender o mundo.” 
Maiakovski, 1922



Sumário :
- Um cinema nascido da Revolução soviética - um cinema estatal
- O compromisso político : um cinema panfletário, máquina de propaganda e de agitação
- O questionamento desconstrutor : Lev Kulechov, Vsevolod Pudovkin, Sergei Eisenstein e Dziga Vertov
- Os agit-trains e o sistema integrado de produção (planificação-rodagem-montagem) e de distribuição - para um cinema ao serviço da causa revolucionária
- Teorias da montagem
- Efeito Kulechov
- Eisenstein (montagem de atracções, montagem simbólica, montagem paralela, montagem por leitmotiv)

Visionamentos de :
- ''Três cântigos para Lenine'', Dziga Vertov, 1934
- '' Man with a movie camera'', Diga Vertov, 1929
- ''Outubro'', Eisenstein, 1928
- ''Couraçado Potemkin'', Eisenstein, 1925
- ''A queda da dinastia Romanov'', Esther Schub, 1927
- ''Le Bohneur'', Medvedkine, 1935
- ''Le Tombeau d'Alexandre'', Chris Marker,  1992


MÓDULO #5 / A Escola Soviética

segunda-feira, 27 de outubro de 2014



“Os bons close-ups são líricos; é o coração, e não o olho que os captou.” 
Béla Balázs, in Teoria do Filme

“O close-up não arranca o seu objecto do cenário de que faz parte, (...) pelo contrário, torna-o abstracto em relação às suas coordenadas espácio-temporais, o que significa que o faz evoluir até ao estadio de Entidade”. Gilles Deleuze (in Cinema 1: Imagem-Movimento)


Sumário : 
- Gramática do cinema e psicanálise : a utilização expressiva da íris / close-up (Griffith)
- Expressionismo Alemão : um cinema isolado e original
- Anos 10 : Os primórdios do Cinema Expressionista Alemão (Rye, Boese, Rippert, Weneger) - enquadramento sócio-político da Alemanha no pós primeira guerra
- Caligarismo como consolidação do Expressionismo (Wiene)
- Anos 20 : do Expressionismo Alemão à Nova Objectividade
- Freud e o jogo de sombras psicanalítico: Martin, Wiene, Murnau

Visionamentos de :
- ''The Birth of a Nation'', D.W. Griffith; 1915 (excerto)
- ''Gabinete do Dr. Caligari'', Wiene, 1920 
- 'Secrets of a Soul'', Pabst, 1926

MÓDULO #4 / Psicanálise e Cinema - Freud

segunda-feira, 20 de outubro de 2014